Qual a idade do seu cabelo?

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O tempo de vida dos fios não tem nada a ver com o número que está no seu RG, e sim com o comprimento deles. Cabelo longo sofre mais e, por isso, merece muito cuidado.

Entra tendência, sai tendência – corte chanel como o da Sandy, moicano como o da Guilhermina Guinle, na altura dos ombros como o da Paola Oliveira… – e a brasileira gosta mesmo é de cabelo comprido.

Uma pesquisa da marca de cosméticos Redken, realizada em 2009, comprova o que a gente vê nas ruas: quase 50% das mulheres brasileiras têm fios longos.

Mas o que é o nosso maior trunfo de sedução também é uma grande ameaça: cabelo comprido é cabelo velho e isso pouco tem a ver com a idade cronológica. “É fato que uma mulher de 40 anos começa a apresentar fios mais porosos, menos densos e ralinhos por causa da oscilação hormonal. Mas quem tem cabelo longo também enfrenta os mesmos problemas”, fala Maria Fernanda Gavazzoni, dermatologista do Rio de Janeiro.

Faça as contas: se o cabelo cresce 1 centímetro por mês, as pontas que alcançam o sutiã (35 centímetros, em média) somam cerca 3 anos de vida sofrendo a ação do sol, do vento, do banho, da escovação, do elástico, da natação, do travesseiro…

Junte a isso o dano causado pelo secador, alisamento, pela chapinha, coloração e você pode prever o resultado. “Externamente, a fibra capilar perde a gordura natural de proteção, abrindo suas escamas e deixando o cabelo ressecado, áspero e sem brilho. Surgem pequenas fraturas que vão removendo a queratina e expondo o córtex, a parte interna do fio, enfraquecendo-o e deixando o cabelo mais ralinho”, completa Maria Fernanda.

O quadro tem solução – e não passa por um corte radical! Tratar o efeito do tempo nos fios é a promessa de uma nova leva de produtos. Com o apelo anti-idade no rótulo, xampu, condicionador, máscara e leave-in resgatam força, brilho e maciez de quem não abre mão de desfilar um cabelão.

Conheça as novidades a seguir e adote novos hábitos para que não só a sua pele mas também o seu cabelo tenha cara de 18 aninhos de idade.

6 passos para um cabelo longo, forte e brilhante

1. Trato é trato
Se você não abre mão de cabelo comprido, comprometa-se: ele vai precisar de cuidado extra. A cada 15 dias, aplique uma máscara nutritiva em casa – não faltam bons cosméticos para isso! “E, a cada dois meses, invista num tratamento no salão, como a cauterização, a reposição de queratina ou a plástica capilar”, diz Samuel Jabes, hairstylist do Vimax, em São Paulo. Todos esses procedimentos têm o mesmo objetivo: devolver hidratação e a estrutura da fibra capilar que ficou enfraquecida com a ação do tempo. O resultado? Mais força, maciez e brilho.

2. Sem esfrega esfrega
Se ele é o seu bem mais precioso, lave-o com muita delicadeza como se fosse aquele vestido de seda pura. Como fazer? Espalhe o xampu na palma das mãos e, então, aplique-o no couro cabeludo, massageando toda a área com a ponta dos dedos. Em vez de enrolar o comprimento no topo da cabeça e esfregá-lo (o que pode abrir ainda mais as escamas da fibra), leve a espuma que se formou da raiz às pontas. “Ela já é suficiente para deixar o cabelo limpo”, fala Renata Souza, especialista em cabelo, do salão Laces and Hair, em São Paulo.

3. Desenrole o nó
Quem desembaraça os fios no banho, merece um ponto positivo. Mas para você ganhar nota máxima, vale trocar o pente de dentes largos por uma escova quadrada do tipo raquete. “Ela garante 100% de fios soltinhos, não machuca o couro cabeludo e tem dentes flexíveis que não quebram o cabelo”, conta Samuel. Em tempo: espalhe o condicionador da altura do pescoço para baixo antes de desatar os nós.

4. Molhado, não!
Uma informação preciosa: quando os fios estão molhados, eles ficam mais flexíveis e, por isso, quebram facilmente. Por isso, não vá para a cama enquanto eles não secarem (naturalmente ou com a ajuda do secador). Também evite prendê-los ainda úmidos – encharcados, nem pensar – com elásticos sem revestimento (ai, aquele de dinheiro!) ou fivelas apertadas. Um coque solto, que cria um visual Gisele Bündchen, fica liberado.

5. Protegido do calor
Não basta ser comprido. O cabelo tem que ser liso também. No mínimo, sem frizz, não? Secador, escova e chapinha entram na jogada para você desfilar o visual dos seus sonhos. Tudo bem desde que você recorra a um produto com proteção térmica antes de usar os aparelhos. Estamos falando de cremes, sprays e silicones que encapam os fios e evitem que eles fritem literalmente. O efeito você já conhece: ressecamento, pontas duplas, desbotamento…

6. Ajuste que não aparece
Ainda que você siga um ritual cuidadoso com o seu cabelo comprido, uma hora ou outra vai ter que encarar a tesoura. Não, não estamos falando de uma mudança radical. “Tenho várias clientes que morrem de medo de tirar o comprimento e só aparecem no salão uma vez por ano. Com essa periodicidade, vou ter que cortar muito mais do que se fizesse um controle a cada três meses”, diz Samuel. Acompanhe a matemática: se o fio cresce 1 centímetro por mês, em 3 meses, ele está 3 centímetros maior, certo? Para tirar as pontas, basta cortar 1,5 centímetro. Você ainda fica no lucro!

 

Fonte: mdemulher.abril.com.br

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